PASTORAL FÉ E POLÍTICA

Arquidiocese de São Paulo

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Princípios para o Planejamento da Ação Pastoral

No último sábado, 24 de agosto de 2013, na FAPCOM ocorreu o Encontro das Equipes de Coordenação da Arquidiocese de São Paulo com o objetivo de partilhar as experiências e descobrir novos caminhos para a implementação do 11° Plano de Pastoral ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO: TESTEMUNHA DE JESUS CRISTO NA CIDADE. 

Temos conversado aqui na Rádio 9 de Julho sobre as atividades relacionadas ao Plano de Pastoral. Quero partilhar com você a mensagem do assessor, o Pe. Nicolau João Bekker. Sua fala serve de luz para as assembleias das nossas pastorais, comunidades, paróquias, setores e regiões em vista do próximo ano quando as diretrizes para a ação pastoral do Plano Arquidiocesano tomarão forma em cada comunidade local.

Ele elencou 8 princípios para se fazer um planejamento:

Princípio 1: O plano deve ser feito de baixo para cima

A comunidade é a miniatura de toda a Igreja e deve responder à necessidade teológica de seguir Jesus Cristo. Portanto, o planejamento deve partir da realidade de cada comunidade.

Princípio 2: O plano deve ser feito por quem vai executá-lo

Trata-se de uma questão fundamental, pois parte do ator desse plano. Um plano não deve ser feito por alguns para que outros cumpram. O plano deve ser feito por quem vai executá-lo.

Princípio 3: O plano deve ser o dínamo permanente da comunidade

Uma vez feito o plano, ele deve o norte contínuo de toda ação da comunidade.

O horário nobre da comunidade não deve ser da agenda, mas sim do plano.

Precisamos diferenciar claramente uma agenda de atividades, de um plano de ação pastoral.

Deve estar muito claro quem serão os responsáveis por motivar a execução do plano na comunidade. Estes devem se dedicar a lembrar constantemente essa comunidade de qual é o sonho que buscam em conjunto.

O plano não é estático, precisa ser revisado durante a sua execução e sofrer os ajustes necessários.

Princípio 4: Planejar é transformar o sonho em realidade.

O plano deve nos remeter às propostas de Jesus Cristo. A utopia da Nova Jerusalém, da Nova Sociedade, da Nova Igreja. O plano vai traduzir então qual é o sonho da comunidade em vista do Reino de Deus e sua justiça. O que queremos fazer melhor?

O que anima a comunidade não é um objetivo, mas um sonho.

O sonho pode ser utópico, mas as metas não. Estas são simples, concretas e viáveis.

Princípio 5: Os objetivos não devem ser da Igreja, mas sim do Reino de Deus.

A Igreja não existe por si mesma, é instrumento a serviço do Reino de Deus.

A missão da Igreja é no mundo, na sociedade. Se esquecermos disso estaremos teologicamente equivocados, disse o Pe. Nicolau.

Portanto, o sonho que integra todos os sonhos, não é a Igreja, mas o Reino de Deus.

Princípio 6: O plano deve ser feito em vista do que é urgente.

As atividades do cotidiano acontecem naturalmente.

Precisamos a partir do plano, buscar o urgente que requer uma energia muito maior.

O sonho dos jovens deve ser planejado.

O sonho das pastorais deve ser planejado.

O sonho da comunidade deve ser planejado.

Princípio 7: O plano é bom quando é simples e cativante

O plano tem um duplo olhar:

Um olhar para o alto, o sonho da comunidade/da pastoral que se relaciona com a busca do Reino de Deus.

O plano tem um olhar para a realidade da sociedade e como transformá-la.

O plano vai responder às perguntas:

Como nossa pastoral ajuda a concretizar o sonho da comunidade?

Quais as metas concretas para concretizar nossos sonhos?

O que esperamos dos níveis superiores como o setor, a região e a arquidiocese?

Princípio 8: Ter consciência dos limites

Em qualquer nível de planejamento é preciso ter consciência dos limites institucionais da própria Igreja.

Isso requer:

  • Clareza para percebê-los,
  • Paciência para enfrentá-los,
  • Coragem para mudá-los.

Saber que somos peregrinos a caminho de uma Nova Evangelização (Documento de Santo Domingo) e da Conversão Pastoral (Documento de Aparecida).

Convido você a propor estes 8 princípios para o planejamento das atividades da sua comunidade em vista de descobrir qual é o sonho desta comunidade. Onde irão dedicar o melhor de si em busca do Reino de Deus.

 

Fonte: Programa exibido na Rádio 9 de Julho em 30/08/2013. Reproduzido aqui com autorização da autora.

 

Márcia M. de Castro

Márcia M. de Castro
Márcia Mathias de Castro é fonoaudióloga, membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo e Coordenadora da Escola de Fé e Política Waldemar Rossi (RE Belém). Também é colaboradora da Rádio 9 de Julho (AM 1.600 KHz - SP), participou da Escola de Governo e do Movimento de Integração Campo Cidade (MICC).